Travessias Fronteiras Encruzilhadas

[English bellow] A convite da historiadora e professora Fernanda Rebelo, participei da performance coletiva “Travessias, Fronteiras e Encruzilhadas” para o lançamento de seu livro “A Travessia: adoecer, viver e morrer na marcha imigratória para o Brasil (1890-1926)”. As performances contaram com os artistas Cristiano Figueiró (trilha ao vivo), Karla Brunet (mapping) e Aline Falcão (voz, violão, piano).

Apresentei, com a musicista Aline Falcão, a canção “Lua”, da cantora e compositora cabo-verdiana Mayra Andrade. A canção traduz-se numa ode à Lua, satélite natural que pode ser visto por todos os habitantes do planeta, que rege as marés, as emoções e dá alento àqueles que cruzam oceanos para um novo por vir. Finalizamos a performance interpretando a canção “Mar Grande”, de Paulinho da Viola, que remete ao diálogo de um passageiro com o timoneiro da embarcação, pedindo a este que o leve “mar adentro”, distante dos portos que tornaram-se o esfacelamento de suas ilusões.

Relato de Fernanda Rebelo sobre o evento:

TRAVESSIAS, FRONTEIRAS, ENCRUZILHADAS apresenta a sensação de desterro, suspensão, deslocamento, a partir de encruzilhadas de linguagens. A escrita de Fernanda Rebelo, as imagens em movimento de Karla Brunet, o som de Cristiano Figueiró e o canto de Priscila Cabral, acompanhada pela multi-instrumentista Aline Falcão.
TRAVESSIAS, a modernidade assentada não no progresso, mas no DESTERRO e na DIÁSPORA. Modernidade de CIDADES e ruas empoeiradas, nos escombros, na errância, na instabilidade, nas margens e nos PORTOS.
FRONTEIRAS, linhas de demarcação de um território. Reais ou simbólicas. Aquilo que separa, mas também funda espaços concomitantes. Define um dentro e um fora.
ENCRUZILHADAS, de perspectivas, de ruas. Abertura de portas, de níveis, de portos, de despachos, do DEVIR.

At the invitation of the historian and teacher Fernanda Rebelo, I participated in the collective performance “Travessias, Fronteiras e Encruzilhadas”, for the launch of her book “A Travessia: get sick, live and die in the immigration march to Brazil (1890-1926)”. The performances featured artists Cristiano Figueiró (live track), Karla Brunet (mapping) and Aline Falcão (voice, guitar, piano).

I presented, with musician Aline Falcão, the song “Lua”, by Cape Verdean singer and composer Mayra Andrade. The song translates into an ode to the Moon, a natural satellite that can be seen by all the inhabitants of the planet, which governs the tides, emotions and encourages those who cross oceans for a new future. We ended the performance by interpreting the song “Mar Grande”, by Paulinho da Viola, which refers to the dialogue between a passenger and the vessel’s helmsman, asking him to take him “into the big sea”, far from the ports that became the shattering of his illusions.

Fernanda Rebelo’s account of the event:

CROSSINGS, FRONTIERS, CROSSROADS presents the feeling of exile, suspension, displacement, from the crossroads of languages. Fernanda Rebelo’s writing, Karla Brunet’s moving images, Cristiano Figueiró’s sound and Priscila Cabral’s singing, accompanied by multi-instrumentalist Aline Falcão. CROSSINGS, modernity based not on progress, but on EXILE and DIASPORA. Modernity of CITIES and dusty streets, in the rubble, in the wandering, in the instability, in the margins, and in the PORTS. FRONTIERS, lines of demarcation of a territory. Real or symbolic. What separates, but also founds concomitant spaces. Defines an inside and an outside.
CROSSROADS, perspectives, streets. Opening of doors, levels, ports, dispatches, DEVIR.

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